ABASTECIMENTO Água da transposição traz segurança hídrica em momento crucial para abastecimento no Oeste 10/09/2026 às 18:24

A governadora Fátima Bezerra e o ministro Waldez Góes fizeram nesta quinta-feira (10) uma visita de inspeção às obras finais do Ramal do Apodi e acompanharam o percurso das águas do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF), estratégicas para o abastecimento e o desenvolvimento econômico de 32 municípios localizados na área de domínio da bacia do Rio Apodi/Mossoró, no Oeste Potiguar. Além de canais, aquedutos e um túnel de 6,5 mil metros de extensão, as obras incluem ainda a recuperação do Açude de Angicos, a modernização da Barragem Santa Cruz do Apodi e a reestruturação da Barragem de Pau dos Ferros.
As águas da transposição, que correm pelo Oeste desde o início de julho, chegaram ao Rio Grande do Norte em meio a mudanças climáticas no momento em que o mundo se prepara para enfrentar o super El Niño em formação no Pacífico, cujo pico está previsto para os meses de novembro de dezembro. O fenômeno influi no clima em escala mundial e está associado a secas extremas no Nordeste.
“Quando o presidente Lula assumiu, não havia recursos para obras como o Ramal do Apodi, o Cinturão das Águas do Ceará, o Ramal do Salgado e a Adutora do Agreste. Havia obras paradas e até bombas da Transposição quebradas. O presidente articulou a PEC da Transição, garantiu os recursos para 2023 e, depois, o novo PAC assegurou os investimentos para os quatro anos seguintes. Só para as novas bombas do Eixo Norte, foram destinados R$ 500 milhões, o que vai permitir dobrar a capacidade de bombeamento, de 25 para 50 metros cúbicos por segundo. Isso significa mais água chegando ao Rio Grande do Norte e aos demais estados alcançados pela Transposição”, afirmou o ministro Waldez Góes.
Açude de Angicos
Em José da Penha, a comitiva acompanhou o percurso das águas e visitou o Açude de Angicos, que atingiu sua capacidade máxima e transbordou em agosto, após receber as águas da Transposição do Rio São Francisco.
Com capacidade de 4,29 milhões de metros cúbicos, o reservatório passou por obras de recuperação e modernização sob responsabilidade do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), em um contrato de R$ 9,78 milhões. A intervenção adequou a estrutura aos atuais critérios de segurança de barragens. A recarga do manancial representa um marco para a segurança hídrica da região, fortalecendo as condições de abastecimento para o consumo humano e a dessedentação animal das comunidades rurais do entorno.




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