RIO GRANDE DO NORTE Jornal Diário do RN: Conversa Livre por Bosco Afonso 02/09/2026 às 09:51

6 x 1: O MAIS IMPORTANTE É O VOTO
A cada dia se constata que o sistema de reeleição a cargos majoritários é por demais pernicioso enquanto seus mandatários buscam alternativas nos porões despudorados apenas para ganhar a simpatia de um eleitorado sempre dispostos a usufruir de benesses imediatas, mesmo que tenha que pagar a conta no final do mês.
Em um passe de mágica eleitoral digno de um ilusionista de auditório decadente, a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva descobriu que gerenciar o país consiste em atropelar a lógica econômica com um trator de pauta-fria. Agora, o plano é aprovar a toque de caixa o fim da jornada 6×1. É a velha fórmula mágica onde o governo decreta a felicidade coletiva por decreto, enquanto o estrago real sobra para quem realmente produz. De sã consciência, nenhum empresário lúcido se opõe a melhorias na vida do trabalhador; o que causa calafrios é a ânsia populista de legislar a goles de palanque sem calcular o tamanho do tombo.
Afinal, por que gastar neurônios analisando projeções quando se pode surfar em ondas de aprovação fácil? Estudos de entidades como a Fecomércio apontam que a brincadeira pode custar centenas de bilhões de reais às empresas, com um impacto devastador justamente sobre as pequenas e médias, responsáveis por mais da metade dos empregos formais do país. Setores inteiros de comércio e serviços, que não podem fechar as portas magicamente aos finais de semana, que se virem para contratar mais sem dinheiro ou fechem as portas de vez. Menos horas trabalhadas sem aumento de produtividade real significam apenas inflação galopante e a velha e boa onda de demissões.
Para coroar o pacote de bondades com pinceladas de comédia pastelão, o Planalto ainda desenterra a eliminação da famigerada “taxa das blusinhas” — imposto sobre comprinhas internacionais criado pelo próprio governo com direito a muito confete marqueteiro de “correção de rumo”. É genial: cria-se o problema, estrangula-se o consumidor, e depois vende-se a revogação como um favor divino às vésperas de urnas eletrônicas.
Enquanto isso, a sanha arrecadadora segue firme para sustentar a máquina pública gastadora.
Penaliza-se quem abre o CNPJ todo santo dia, injeta recursos na praça e paga impostos exorbitantes para manter a farra dos subsídios estatais. No fim das contas, o projeto salvador da pátria transforma-se em um tiro certeiro no pé da economia nacional, onde o governo bate palmas para o próprio reflexo enquanto o contribuinte paga a conta da festa.
PRIVATIZAÇÃO
O governo Lula teima em não privatizar a estatal dos Correios que tem acumulado prejuízo e que as consequências financeiras podem chegar ao Tesouro Nacional. Tudo por uma questão ideológica.
EDITORIAL
Em seu editorial de ontem, terça-feira, 01/09, o jornal carioca O Globo, sob o título “Adiar privatização dos Correios custa cada dia mais caro”, faz referência a estatal e diz que “Governo prevê aporte de R$ 6 bilhões na estatal que fechou primeiro semestre com prejuízo recorde”.
EDITORIAL 2
Depois de descrever o montante do prejuízo dos Correios acima de R$ 15 bilhões, O Globo encerrou: “Um modelo sensato foi preparado pelo BNDES no governo anterior – e foi esse plano que a gestão petista engavetou. Não adianta insistir no erro”.
EDITORIAL 3
E finalizou: “Só faz sentido continuar a financiar os Correios se os recursos forem usados para prepara-los para a venda. Quanto mais tempo demorar, mais dinheiro público será desperdiçado – e, com prejuízos sucessivos, mais a empresa perde valor”.
FOLHA
Já o jornal paulista Folha de São Paulo também abriu editorial para criticar a teimosia do governo Lula em prolongar a dívida dos Correios e diz que “Não se pode enterrar dinheiro do contribuinte nos Correios”.
FOLHA 2
O jornal paulista faz o alerta: “Depois de garantir empréstimo de R$ 12 bilhões à estatal falimentar, governo Lula prevê aporte de R$ 6 bilhões à empresa na proposta orçamentária de 2027; solução é privatizar ou, na falta de interessados, fechar”. Enquanto isso, a teimosia petista permanece e o contribuinte que arque com as consequências.
CANDIDATURAS
Candidatos e candidatas a deputado(a) estadual estão gritando “êpa” e as insatisfações ocorrendo por falta de recursos financeiros. Tudo porque na formação das nominatas foram prometidos recursos para manutenção da campanha e que agora não estão chegando.
CANDIDATURAS 2
As insatisfações ocorrem em quase todas as nominatas, uma vez que a cúpula nacional dos partidos tem priorizado apenas aos candidatos ao Senado Federal e à Câmara dos Deputados, pois são eles que garantem render o fundo partidário.
CANDIDATURAS 3
Enquanto pretendentes à Assembleia Legislativa choramingam pela falta de recursos financeiros, o senador Styvenson Valentim (Podemos) é o campeão e já recebeu R$ 3.811,88 do seu partido e o Sargento Gonçalves, do PL, embolsou R$ 3.030.000,00.




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