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JUSTIÇA DO TRABALHO Mutirão de Aprendizagem mobiliza mais de 500 jovens em busca do primeiro emprego e qualificação profissional 11/12/2025 às 21:17

Mais de 500 jovens entre 14 e 24 anos participaram, na última quarta-feira, dia 10 de dezembro, do I Mutirão da Aprendizagem do Rio Grande do Norte, uma iniciativa inédita do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN) em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT-RN) e o Ministério do Trabalho e Emprego. O evento aconteceu ao longo de todo o dia no Instituto Dom Bosco, reunindo empresas, entidades formadoras e jovens em busca da primeira oportunidade de emprego e qualificação profissional.

A ação integra o Programa de Combate ao Trabalho Infantil e Estímulo à Aprendizagem da Justiça do Trabalho e contou com oficinas sobre elaboração de currículo, postura profissional, preparação para entrevistas, comunicação e empregabilidade, além de processos seletivos conduzidos por empresas, com cerca de 600 ofertas de emprego.

O desembargador Eridson Medeiros, gestor regional do Programa de Combate ao Trabalho Infantil do TRT-RN, destacou o caráter social da iniciativa. Para ele, “o mutirão é uma forma de acolher jovens que buscam ingressar no mercado de trabalho de maneira protegida e legal. As empresas têm obrigação legal de cumprir a cota de aprendizagem, e eventos como este aproximam quem precisa da oportunidade de quem deve oferecê-la”. O magistrado celebrou a grande adesão: “É um sucesso absoluto, um ato de cidadania que contribui para uma sociedade mais justa e solidária”.

A juíza Stella Autran, também gestora do programa, reforçou que o objetivo central do mutirão foi conectar jovens e empresas, especialmente aquelas que ainda não cumprem integralmente a cota de aprendizes. “Muitas empresas alegam não encontrar jovens para preencher as vagas, enquanto muitos jovens não sabem como acessar essas oportunidades. Nosso papel é promover esse encontro”, explicou. Ela lembrou que o contrato de aprendizagem pode ser firmado a partir dos 14 anos e segue até os 24, garantindo formação e vínculo formal.

Também na gestão do programa pelo TRT-RN, a juíza Marcela Alves destacou o aspecto transformador da iniciativa: “O Judiciário sai dos seus muros e se torna agente ativo de inclusão social. A aprendizagem permite que o jovem ingresse no mundo do trabalho, mantendo-se na escola e longe da informalidade. Após o contrato, muitos conseguem sua primeira colocação formal”, pontua.

O procurador do trabalho Luís Fabiano ressaltou o potencial de ampliação do programa no estado: “Hoje temos 8.700 jovens em contratos de aprendizagem, mas poderíamos ter até 12 mil. Continuaremos atuando para que todas as vagas previstas em lei sejam efetivamente ocupadas”.

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