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RIO GRANDE DO NORTE Jornal Diário do RN: Conversa Livre por Bosco Afonso 24/03/2026 às 10:25

A DEPENDÊNCIA DO BOLSA FAMILIA NO RN

O Rio Grande do Norte inicia este mês de março de 2026 com um dado que acende, mais uma vez, o alerta sobre as fragilidades estruturais de nossa economia. Segundo o balanço mais recente da Presidência da República, o programa Bolsa Família assiste hoje 463.077 famílias distribuídas pelos 167 municípios potiguares.

À primeira vista, o investimento federal de R$ 309,6 milhões — com um benefício médio de R$ 668,68 por núcleo familiar — parece um alento. No entanto, o mergulho nas estatísticas revela uma realidade de extrema vulnerabilidade. Considerando a composição familiar média, estima-se que 1,85 milhão de potiguares dependam diretamente desses repasses para garantir o básico à mesa.

A matemática da pobreza nos ensina que ao cruzarmos esses dados com a estimativa populacional do IBGE para 2025/2026, que aponta que o estado possui 3.455.236 habitantes, chegamos a uma conclusão alarmante: aproximadamente 53,6% da população do Rio Grande do Norte sobrevive com o auxílio do governo federal. É mais da metade do estado em situação de insegurança financeira ou pobreza.

Embora o programa seja um mecanismo vital de transferência de renda e combate à fome, a magnitude do alcance no RN expõe a falta de dinamismo do mercado de trabalho local. A dependência não é apenas um número; é o reflexo de um estado que ainda luta para converter potencial logístico e energético em empregos dignos e renda per capita sustentável.

A dependência não se distribui de forma igual. Enquanto a capital e a região metropolitana concentram o maior volume absoluto de recursos devido à densidade populacional, é no interior que o “peso” do benefício é mais sentido na economia local.

O desafio que se impõe para a CONVERSA LIVRE de hoje é: até quando o Bolsa Família será a principal engrenagem econômica de tantas cidades? O estado precisa, urgentemente, de políticas que transcendam o assistencialismo, focando na reindustrialização e no fortalecimento do setor de serviços, para que o cidadão potiguar não precise apenas “sobreviver” de repasses, mas sim prosperar através do próprio esforço e da geração de valor.

COVARDIA

Na década 2016/2025 o Brasil bateu seu próprio recorde em número de processos criminais sobre violência doméstica. Foram 6,5 milhões de processos, uma média de um caso por minuto, segundo dados do Estadão. E haja covardia contra a mulher por esse Brasil afora…

INDIRETA

Do ministro André Mendonça, do Superior Tribunal Federal: “o bom juiz não precisa ser estrela”.

Será que foi indireta a algum colega de toga?

ANTECIPAÇÃO

Depois que Álvaro Dias (Republicano) movimentou o noticiário político do estado com ato em que esteve presente o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato a presidência da República, o prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra (UB) não ficou por baixo e também criou um fato novo para virar notícia.

RENÚNCIA

Embora tenha afirmado anteriormente que renunciaria ao seu mandato executivo no último dia de março, Alysson anunciou que vai renunciar na próxima sexta-feira, 27, e iniciar a sua pré-campanha para o governo do estado.

PALAVRA

O senador Rogério Marinho (PL) foi procurado por aliados na tentativa de emplacar a candidatura do empresário Flávio Rocha ao Senado Federal dentro da chapa da direita ideológica, como forma de reforçar a disputa, trazendo o empresariado para  o alinhamento.

PONDERAÇÕES

Rogério respondeu que a segunda vaga para o Senado de sua chapa – a primeira é ocupada pelo senador Styvenson Valentim (PSDB) – estava definida para o Coronel Hélio (PL) e somente a ele caberia decidir se ficaria ou cederia a vaga.

COMPROMISSO

Várias foram as tentativas em demover o Coronel Hélio a ceder seu lugar para o empresário das Lojas Riachuelo e Confecções Guararapes, mas todas infrutíferas. A palavra de Rogério Marinho estava dada e assim seria cumprida. Coronel Hélio não cedeu e é quem vai disputar a segunda vaga do Senado, como bolsonarista de primeira linhagem.

ESTRATÉGIA

Erram os partidários da candidatura de Álvaro Dias ao governo em aceitar a provocação do petista Cadu Xavier em querer nacionalizar a campanha estadual. Lula é, sem dúvida nenhuma, a preferência da grande maioria dos nordestinos e no Rio Grande do Norte a situação não é diferente.

ESTRATÉGIA 2

Cadu Xavier está certíssimo em querer estadualizar o embate entre lulistas e bolsonaristas, pois a vantagem vai para os lulistas. Cadu quer utilizar o presidente Lula como sua muleta e vai continuar querendo utilizar essa estratégia de nacionalizar a campanha estadual.

LUNETA

Com o objetivo de melhorar o alcance de seu olhar para os acontecimentos políticos na Terra de Poty, o ex-prefeito Carlos Eduardo substituiu seu binóculo por uma luneta, tipo Observatório Lunar. Quer enxergar cada vez mais longe os movimentos políticos. Só depois é que decide seu destino.

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