RIO GRANDE DO NORTE Diário do RN: +Política por Túlio Lemos 21/01/2026 às 15:51

GESTO
A atitude do senador Rogério Marinho, de desistir da postulação ao governo do RN foi amparada por um gesto maior, o gesto de gratidão ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Rogério atende a um pedido do pai de Flávio, para coordenar a campanha do filho e não teve como dizer não a quem foi responsável por sua eleição como senador da República.
EGOÍSMO
A família Bolsonaro só pensa em si e o gesto de Rogério ao desistir de uma candidatura viável eleitoralmente e fortalecida politicamente revela exatamente o oposto. Ele deixa um projeto em que seria protagonista para servir ao projeto de Bolsonaro.
DESISTÊNCIA
Essa possibilidade de Rogério desistir da candidatura ao governo já havia sido posta, justamente pelo fato de que ele não daria uma resposta negativa a Bolsonaro. A campanha de Flávio é uma aventura que não terá um final feliz. O bolsonarismo radical não consegue dialogar com o Centro e seu projeto é apenas manter acesa a chama da família durante a campanha eleitoral. Para isso, sacrificam projetos viáveis de aliados por puro capricho.
CAMINHOS
Sem Rogério como candidato e a negativa de Styvenson ir para o sacrifício de ser candidato a governador, resta a alternativa que já havia sido posta em forma de compromisso, de apoio ao nome do ex-prefeito Álvaro Dias, que não tem a mesma força política e nem o mesmo capital eleitoral de Rogério, mas será o nome da oposição mais radical potiguar.
FILIAÇÃO
Álvaro já devia ter feito o dever de casa há tempos, assinando ficha de filiação no PL. Seria a solução natural da substituição de Rogério e já estaria integrado a um grupo forte. Vai começar praticamente do zero o processo de aproximação com as lideranças ligadas ao partido.
PERFORMANCE
Surpreendente o desempenho do ex-prefeito Carlos Eduardo na pesquisa DataVero, realizada em Natal. Mesmo derrotado no último pleito, o filho de Agnelo lidera bem no maior colégio eleitoral do RN.
MUDANÇA
Diante dessa performance de Carlos Eduardo, já há vozes dentro do governo Fátima advogando a possibilidade do ex-prefeito ser o candidato a governador do grupo, com Cadu Xavier na condição de vice, produzindo um palanque competitivo, diferente do que ocorre hoje, em que a atual formação bota em risco a candidatura de Fátima ao Senado.
MUDANÇA II
O nome de Cadu é respeitado e certamente cresce na eleição linkado ao nome de Lula. A questão é o tempo. Esse processo de crescimento só deve ocorrer no período eleitoral. Até lá, o grupo fica enfraquecido. A mudança pelo nome de Carlos Eduardo preencheria esse vácuo temporal. Ele já nasce forte e cresceria ainda mais com o aval de Lula. A questão é o PT admitir essa mudança.
VINGANÇA
Um bacurau que já está com as penas brancas avalia que a atitude de Walter Alves, de não assumir o governo e se aliar à oposição, tem um forte cheiro de vingança pelo tratamento que teria recebido do governo petista potiguar. Será?
VINGANÇA II
Ao ouvir essa tese do veterano bacurau, outro apaixonado pela família Alves não aguentou: “E o cara para se vingar precisa se lascar todinho é? Que vingança é essa que o cara tá grande e poderoso e fica fraco e pequeno? ” O bacurau de cabeça branca ficou só cofiando a rala barba sem nada mais declarar.





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